domingo, 31 de outubro de 2010

Calumbi, termômetro nacional

Pela expectativa de repetição do bom resultado pró-Dilma ou pelo eventual aumento de abstenção em virtude da romaria até Juazeiro, o município está na vitrine do segundo turno hoje 



Calumbi - Na cidade brasileira onde Dilma Rousseff teve o maior percentual de votos no primeiro turno (94,8%), paira um temor de que o eventual aumento das abstenções prejudique a candidata do PT. Aqui, pelo menos quinhentos eleitores compraram um lugar na caçamba de um caminhão pau-de-arara e devem seguir neste final de semana numa viagem de três horas para participar da Romaria da Esperança, no santuário de Padre Cícero, Juazeiro do Norte (Ceará), às vésperas do 2 de novembro, dia de Finados. Trajeto semelhante seguirão sertanejos de outras dezenas de localidades do Nordeste - região em que Dilma obteve a maioria de 62% dos votos válidos no primeiro turno e na qual ela aposta para vencer o candidato do PSDB, José Serra. Para muitos dos cinco mil eleitores que ficarão na cidade mais dilmista do país, a atenção será redobrada neste domingo para que a candidata mantenha a dianteira e seja eleita presidente.

"Da outra vez, fiquei no centro até contarem os votos. Agora é que vou cuidar mesmo", disse Helena Gomes, de 55 anos. "Dilma é igual a Lula, pensa nos pobres. Por isso votamos nela", afirmou. Na residência de Helena, todos são "do partido vermelho" - o marido, João Pedro, o filho, Danilo, e a neta Raíssa. A devoção da família Gomes da Silva a Lula está representada em propagandas espalhadas pela casa. "Vó, óia (sic) Lula", apontou a garotinha ao ver a avó Helena sacolejar na calçada um banner com a imagem de uma Dilma sorridente. "Não, menina, é Dilma", respondeu. "Oxe, vó, é Lula", retrucou. Em Calumbi, até na foto Dilma é sinônimo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O binômio Lula/Dilma é uma espécie de senso comum. Muda a forma de manifestação da simpatia dupla. "Igual, mesminho como ele foi para nós, pobres, não vai ser nunca. Mas a mulher será parecida, então a gente tudinho prefere ela", explica Damião de Araújo, 25 anos, outro morador de Calumbi. Damião acaba de conseguir um emprego na obra de saneamento financiada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Ter dinheiro é ter comida em casa. Lula deu condição e foi um pai para gente", resumiu.

Em agradecimento aos benefícios "trazidos" por Lula e pelo governador Eduardo Campos (PSB) para a cidade, o prefeito Erivaldo da Silva, conhecido como Joelson (PSB), passou a última semana tentando convencer os eleitores a adiar a viagem a Juazeiro. "Pedi às pessoas para adiarem a saída para o domingo após a votação e vou pedir também para os mesários darem prioridade a quem vai viajar", informou. Além dos romeiros, há muitos jovens que vão ao santuário de Padre Cícero para a festa profana.

A ausência de eleitores-romeiros se somaria à dos eleitores que moram na zona rural e que, desta vez, não teriam como ser transportados até as urnas do comércio. No primeiro turno, a abstenção em Calumbi foi de 20%. Poderia ser pior, acredita o prefeito. Segundo Joelson, foram usados 43 veículos para o deslocamento da população da área rural para a urbana. Em Calumbi, 70% dos 7.600 habitantes residem em sítios e povoados distantes. "Faltou tudodessa vez porque o interesse pelas bases foi bem menor. Tivemos um pequeno apoio e pouco dinheiro", disse Joelson. O prefeito, que no primeiro turno entregou cerca de 10 mil santinhos e visitou todas as famílias da Calumbi, teme porque desta vez não distribuiu nada nem promoveu porta-a-porta.

94,8% - Foi o percentual de votos válidos de Dilma neste município. Foi a maior votação proporcional do Brasil; Serra ficou com 2,5% aqui

5.784 - É o número oficial de eleitores, segundo cadastro da Justiça eleitoral. Deles, votaram no primeiro turno, 4.600 pessoas. Ou seja, a abstenção ficou em 20,4%: 1.182 pessoas não votaram

94% - Da população formal empregada em média está vinculada à administração pública; 0,75% é o ritmo de crescimento demográfico do município, um percentual considerado muito baixo

75% -É o índice de pobreza. O indicador ratifica a condição de Calumbi como um dos municípios mais pobres de Pernambuco, pelas taxas de desempenho pior que a média estadual

40% - Do total dos habitantes são analfabetos. Quase o dobro da média. A mortalidade alcança 73,8 óbitos em mil nascidos vivos

360 - Quilômetros é a distância entre Recife e Calumbi. A cidade fica no Sertão do Pajeú, região semiárida onde também está localizada a cidade de Serra Talhada. Vive sobretudo da agricultura

Fonte: TribunalRegional Eleitoral (TSE)/ "Cidade do Futuro - Desafios dos municípios de Pernambuco" (Sebrae/2008)

sábado, 30 de outubro de 2010

Dilma chega ao dia da eleição com 55% das intenções de voto, aponta Datafolha


Da Folha.com

Dilma Rousseff (PT) chega ao dia da eleição com 55% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e hoje. Está dez pontos à frente de José Serra (PSDB), que pontuou 45%.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais. O Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010.

Se confirmar nas urnas o resultado do Datafolha, Dilma será eleita a 40ª presidente do Brasil. A corrida eleitoral tem se mantido estável nos últimos 15 dias, com os dois candidatos variando apenas dentro da margem de erro do levantamento. Na última quinta-feira, Dilma tinha 56% e oscilou negativamente um ponto. Serra estava com 44% e deslizou um ponto para cima. Do ponto de vista estatístico, é impossível afirmar se houve ou não variação no período. Quando se consideram os votos totais, Dilma tem 51% contra 41% de Serra. Ambos oscilaram positivamente um ponto cada de quinta-feira até ontem. O percentual de indecisos continua em 4%. E há também 4% de eleitores decididos a votar em branco, nulo ou nenhum.

A campanha de segundo turno agora em outubro mostrou uma recuperação de Dilma em todos os segmentos analisados ontem pelo Datafolha, com exceção de dois grupos: os eleitores da região Sul e os do interior do país. No Sul, a petista começou o mês com 43% contra 48% de seu adversário tucano. Ontem, Dilma estava com 42% e ainda perdia para Serra, que pontuou 50%. Entre os eleitores do interior, a candidata do PT ficou no mesmo lugar. Começou outubro com 50% e ontem tinha o mesmo percentual. Mesmo assim, está sete pontos à frente de Serra (43%).

A arrancada mais significativa de Dilma se deu nas regiões metropolitanas (de 44% para 52% neste mês) e no Sudeste (de 41% para 48%). O Sudeste concentra 45% dos eleitores do país. Serra, que é paulista e fez sua carreira política na região, tem 44%, o mesmo percentual do início do mês. No Nordeste (25% dos eleitores brasileiros), a petista manteve neste mês sua liderança sobre o tucano. No início de outubro, tinha 62%. Ontem, segundo o Datafolha, Dilma estava com 63% e uma frente de 33 pontos sobre Serra, cuja pontuação na região foi de 30%.

O principal reduto do tucano é o Sul. Mas ele avançou pouco durante o mês, de 48% para 50%. Dilma, cuja carreira se deu no Rio Grande do Sul, não conseguiu se recuperar entre os sulistas _16% do eleitorado. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, os dos candidatos a presidente começaram o mês empatados tecnicamente: Serra com 46% e Dilma com 44%. Ao longo da campanha, a curva se inverteu. Ontem, a petista estava com 50% e o tucano com 42%. A pesquisa Datafolha confirma a força de Dilma entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos (44% do total do país). A petista tem 56% nesse segmento contra 36% de Serra.

Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/

Pesquisa CNT/Sensus mostra Dilma com 57,2% dos votos válidos e Serra com 42,8%

Da Agência Brasil
  

Brasília - Pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje (30) aponta que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 57,2% das intenções de votos válidos (não considera os votos nulos e em branco) e o candidato do PSDB, José Serra, com 42,8%.

Na pesquisa de intenções de votos totais, Dilma tem 50,3% e Serra, 37,6%. Brancos e nulos são 4,1%. O levantamento foi feito nos dias 28 e 29 de outubro e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Os números mostram pequena oscilação em relação à pesquisa anterior, feita entre os dias 23 e 25 de outubro. Nela, Dilma tinha 58,6% dos votos válidos, contra 41,4% do candidato tucano.

Foram entrevistados 2 mil eleitores em 24 estados e 136 municípios. A pesquisa CNT/Sensus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 37.919/2010.

Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/600418?task=view

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

STF decide pela validade da Lei da Ficha Limpa nestas eleições

Da Agência Brasil
  
Brasília – A Lei da Ficha Limpa foi aplicada hoje (27) pela primeira vez, barrando a candidatura de Jader Barbalho (PMDB-PA), segundo mais votado para representar o Pará no Senado. Depois de uma discussão marcada por vários momentos de tensão e desentendimentos entre ministros, venceu a tese proposta pelo decano Celso de Mello, por 7 votos a 3. Ele sugeriu a interpretação, por analogia, de um artigo do Regimento Interno do STF quando há empate, prevalece a decisão questionada – no caso, a do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o registro de Barbalho.

A discussão sobre os possíveis desfechos para o novo empate de 5 a 5 obtido hoje sobre a aplicação da lei começou assim que o presidente da Corte, Cezar Peluso, votou a favor do registro de Barbalho. Em primeiro lugar, os ministros discutiram se o resultado deveria ser dado hoje ou se a Corte esperaria a chegada do décimo primeiro ministro (integrante que substituirá Eros Grau, aposentado recentemente). Neste caso, o placar foi de 6 a 4, pois o ministro Celso de Mello, um dos que votaram contra a lei, afirmou que o julgamento deveria ser concluído hoje.

“Na ocasião do julgamento do recurso de Joaquim Roriz [ex-candidato ao governo do Distrito Federal e que também teve a candidatura rejeita pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE], sugeriu-se esperar para que pudéssemos refletir mais sobre uma alternativa, e é o que tenho feito desde então”, disse Celso de Mello. Em seguida, ele listou diversas possibilidades para o desfecho do caso, citando e descartando as hipóteses da espera do décimo primeiro ministro, do voto de minerva do ministro Cezar Peluso e da possibilidade de convocar um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Por fim, Mello sugeriu a tese vencedora acompanhada pelos ministros Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ellen Gracie e Cezar Peluso: a aplicação da lei nestas eleições. A solução foi adaptada do Inciso 2º do parágrafo único do Artigo 205 do Regimento Interno do STF, que diz que, no caso de empate em votação contra ato do presidente da Corte (em que ele não vota), “prevalecerá o ato impugnado”, ou seja, a decisão do TSE.

“Com isso, sem o prejuízo da convicção de cada qual, agora é superação da questão do mérito para solucionarmos o impasse”, disse Mello. Em seu voto, o ministro Cezar Peluso deixou claro que estava submetendo sua decisão à maioria em nome da “instituição STF” e que, para ele, prevaleceu o “princípio da necessidade”. “A história nos dirá se acertamos ou não”, disse Peluso.

Vencida a hipótese de esperar um novo ministro, os ministros Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes defenderam a possibilidade do voto de qualidade de Peluso. Segundo Toffoli, a solução proposta por Celso de Mello “ao invés de privilegiar o presidente da Corte [STF], privilegia outro [TSE]”. Mendes também propôs a regra de desempate do habeas corpus, que é sempre favorável a quem diz que seu direito está sendo violado.

Os ministros reconheceram, no julgamento do então candidato Joaquim Roriz, a repercussão geral da decisão. Isso significa que ela se aplicaria a outros casos semelhantes, como o de Barbalho, que, como Roriz, renunciou o mandato para escapar de possível cassação.

No julgamento de hoje, os ministros não apresentaram um posicionamento claro sobre a questão da repercussão geral. Até o fim do julgamento, havia três hipóteses de abrangência da lei: apenas no caso de Barbalho, em todos os casos de renúncia para escapar de cassação, ou em todos os casos de atingidos pela Lei da Ficha Limpa.

Um dos temas abordados pelos ministros da minoria vencida é a situação que pode se criar com o enquadramento de Barbalho e posterior mudança de posicionamento da Corte com a chegada do décimo primeiro ministro. Eles citaram o caso do próprio Pará, onde o terceiro candidato mais votado para o Senado, Paulo Rocha (PT-PA), seria inelegível pelo mesmo motivo de Barbalho. “Poderia se criar a aberração de o terceiro mais votado ser elegível com decisão da Corte completa”, ressaltou Gilmar Mendes.

Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/599719-stf-decide-pela-validade-da-lei-da-ficha-limpa-nestas-eleicoes

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Declaração causa nova polêmica sobre Tiririca

A polêmica sobre Tiririca, o palhaço que 1,3 milhão de brasileiros elegeram deputado federal pelo PR, abriu caminho para um embate inesperado entre seu advogado, Ricardo Vita Porto, e o promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes.


O ponto central do confronto é uma frase atribuída ao promotor em entrevista sobre a investigação que dirige para verificar se Francisco Everardo Oliveira Silva é analfabeto, o que impediria o palhaço de assumir cadeira na Câmara."Advogado é sórdido", declarou o promotor, ao abordar questão relativa ao prazo para apresentação da defesa. "Mas, se eu fosse advogado do Tiririca, também protocolaria a defesa dele às 18h50, 10 minutos antes de o fórum fechar."

O prazo do palhaço vence hoje. O promotor suspeita da declaração dele à Justiça Eleitoral, na qual afirma ser alfabetizado. Uma outra pessoa teria redigido o texto a pedido do deputado eleito. Na defesa que entregará ao juiz da 1.ª Zona Eleitoral, o advogado de Tiririca contesta.

Porto sentiu-se ofendido com as afirmações do promotor, transcritas em reportagem publicada pelo Correio Braziliense, edição do dia 22. Em ofício à Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, o defensor de Tiririca assinala que "em sua cruzada contra Francisco Everardo Oliveira Silva o promotor dispara impropérios para todos os lados".

"Desta vez, todos os limites da civilidade foram ultrapassados, tendo o promotor extrapolado em sua manifestação, ofendendo violentamente não os advogados de Francisco Everardo, mas sim toda a classe dos advogados ao designar de forma genérica os advogados como sendo "sórdidos"", sustenta Porto.

A representação do advogado foi alvo de amplo debate no fim de semana, em Atibaia (SP), onde se reuniu o colégio de presidentes de subseções da OAB. "A classe está indignada", relata Silvio Salata, presidente da Comissão de Estudos Eleitorais. "Um foco do nosso encontro era exatamente nossas prerrogativas. O promotor atingiu a todos os advogados, estendeu a ofensa a todos nós."

Duas medidas a OAB estuda contra Lopes: queixa à polícia para inquérito por crime contra a honra e procedimento para ato de desagravo que poderá culminar com a inclusão do nome do promotor na lista negra da entidade. "A ofensa tem conotação criminosa, é grave porque violou a função estatal que deve cumprir" observa Salata.

O enquadramento do promotor poderá ocorrer com base no artigo 7.º do Estatuto da Advocacia, que prevê "no caso de ofensa a inscrito na OAB, no exercício da profissão, o conselho competente deve promover o desagravo público do ofendido, sem prejuízo da responsabilidade criminal em que incorrer o infrator". O promotor não foi localizado para falar sobre o caso.

Fonte:http://jornal.jurid.com.br/materias/noticias/declaracao-causa-nova-polemica-sobre-tiririca

Debate na Record deve ser marcado por duelo nesta segunda


BRASÍLIA (AE) - No penúltimo debate da campanha eleitoral - marcado para hoje à noite (22h no horário do Recife), na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo. “O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria”, afirma o secretário de Comunicação do PT, André Vargas, numa referência ao jingle “Serra é do bem”. “Va mos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos”, acrescentou.

O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Serra, por sua vez, usará o escândalo para tentar atingir Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. “Mas o confronto será na base da civilidade”, diz o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada pela revista Veja deste fim de semana, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês “contra quem atravessasse o caminho do governo”. Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Ci vil, e de Gilberto Carvalho, che fe de gabinete do presiden te Luiz Inácio Lula da Silva. O secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou “peremptoriamente” a acusação.

Para o comando da campanha de Dilma, a denúncia é inverídica e não passa de uma vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr, que foi defenestrado em junho após ter seu nome envolvido no escândalo da máfia chinesa.
Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/599062-debate-na-record-deve-ser-marcado-por-duelo-nesta-segunda-

AZEITE amigo do coração

O consumo de azeite de oliva ajuda a reduzir os níveis de colesterol e previne doenças cardiovasculares, devido ao seu alto teor de ácidos monoinsaturados. Os polifenóis do óleo extravirgem se acumulam no plasma sanguíneo e com isso os radicais livres que oxidariam o colesterol, a ponto de ele estacionar nas paredes dos vasos, ficam fora de ação.

Alimento pobre em ácidos gordos satu­rados, rico em antioxidantes e vitaminas A, D, E e K, tem ação protetora das arté­rias e das doenças do coração e ajuda a retardar o processo de envelhecimento das células. Segundo o cardiologista e professor universitário Hilton Chaves, o consumo regular, sobretudo do azeite extravirgem, deixa as pessoas mais distantes da ameaça de infarto.

Ele explica que esse alimento pode fornecer uma quantidade suficiente de antioxidantes ao organismo, ajudando a reduzir a oxidação, através da inibição da peroxidação dos lipídeos, fator que está envolvido nas doenças coronarianas.

Mas o azeite de oliva não faz milagres. “É altamente benéfico ao organismo, um aliado do coração. Mas as pessoas também precisam mudar os hábitos alimentares, consumindo mais verduras, grãos, frutas e peixes. Aí os resultados serão ainda me­lho­res”, ensina o cardiologista, lembrando também a necessidade da prática re­gu­lar de exercícios físicos. 

Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-saude/597118-azeite-amigo-do-coracao

ENXAQUECA é mais comum nas mulheres

Dados comprovam que a proporção da doença é de um homem para seis mulheres
Para a ciência, a enxaqueca é um desequilíbrio que “afeta a harmonia das substâncias químicas que existem no cérebro, envolvendo hormônios e peptídios - compostos de aminoácidos formados sinteticamente ou por hidrólise de proteínas”. Mas, para uma boa parcela da população, a doença é sinônimo de “dor sem fim”.

A tensão do dia a dia é a causa mais frequente das dores de cabeça, mas elas podem aparecer por diversos outros fatores - e não escolhem nem idade, nem sexo. Estresse, cansaço, consumo de bebida alcoólica, má alimentação, fumo e depressão podem intensificar o mal-estar e comprometer ainda mais a qualidade de vida das pessoas.

Estudos apontam que 18% da população mundial - cerca de 1,26 bilhão de pessoas, sofre com os sintomas da enxaqueca. A doença, que não corresponde a uma simples dor de cabeça, é mais comum entre as mulheres. A proporção é de um caso em homens para seis em mulheres.

O neurocirurgião Breno Santiago, que atua na Unidade Rosa e Silva da Santa Clara Planos de Saúde, destaca que é provável que a ocorrência da enxaqueca esteja relacionada com o fator hormonal. “As pesquisas revelam que as crises de enxaqueca pioram no período pré-menstrual, momento em que os hormônios encontram-se aumentados, e melhoram na gravidez, já que o ciclo menstrual está inibido”, frisa.

Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-saude/597117-enxaqueca-e-mais-comum-nas-mulheres

domingo, 24 de outubro de 2010

Feriado do servidor público: Confira o que abre e o que fecha

No próximo dia 28 de outubro é comemorado Dia do Funcionário Público. No entanto, a data foi antecipada para esta segunda-feira (25). Por conta disto, todos os órgãos públicos estarão fechados no estado.

As unidades da Agência do Trabalho só voltam a funcionar no dia seguinte, terça-feira (26). No entanto, as do Detran funcionam normalmente (exceto as do Expresso Cidadão Boa Vista, Cordeiro, Olinda, sede do órgão, Ciretrans e Unidade de Controle de Táxi e Coletivos, que vão estar fechadas), fechando no próximo dia 02 de novembro, Dia de Finados.

No Recife, as unidades que prestam assistência em regime 24h funcionarão normalmente, o que inclui o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), as emergências das policlínicas Professor Arnaldo Marques (Ibura), Agamenon Magalhães (Afogados), Doutor Amaury Coutinho (Campina do Barreto) e Professor Barros Lima (Casa Amarela), as maternidades do Ibura, Casa Amarela e Professor Bandeira Filho (Afogados) e os hospitais de pediatria Maria Cravo Gama (Afogados) e Helena Moura (Tamarineira).

Feiras livres e mercados públicos do Recife funcionam em horário normal, das 6h às 18h.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

PF cadastra novos postos de devolução

Segurança // Campanha para a entrega voluntária de revólveres, pistolas e metralhadoras passa a ser anualmente em julho

Larissa Leite
larissaleite.df@dabr.com.br


Meio milhão foi a quantidade estimada de armas devolvidas durante a Campanha do Dersarmamento, entre os anos de 2004 e 2005. Para voltar a atingir um expressivo índice de entrega voluntária de revólveres, pistolas e metralhadoras, o Ministério da Justiça divulgou que, a partir de 2011, a campanha voltará a contar com a parceria de organizações não governamentais e de igrejas - conveniadas com o governo e capacitadas pela Polícia Federal para atuar como postos de coleta. Nos próximos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina um decreto instituindo o Dia Nacional do Desarmamento Voluntário, que deverá ocorrer no primeiro sábado de julho, todos os anos.

Entre 2004 e 2005, 500 mil armas foram recolhidas e destruídas Foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press
A motivação da instituição de uma data especial é a queda no número de devolução de armas de fogo. Nos últimos dois anos foram entregues, voluntariamente, apenas 30 mil armas - recebidas exclusivamente pela Polícia Federal. A divulgação do dia nacional foi feita ontem, na abertura do Seminário Internacional sobre Desarmamento, em Brasília.O secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri, informou que a data virá para marcar a campanha que deverá ser intensificada durante todo o mês de julho. "Demos um salto de qualidade com a política pública. A campanha vai contar com o apoio da Polícia Federal, que até o fim do ano, começa a capacitar todas as instituições e as igrejas conveniadas com o governo", esclarece Balestreri.

O seminário foi realizado pela organização Viva Rio e pela rede Desarma Brasil, e contou com gestores de campanhas de desarmamento de diversos países. Segundo o coordenador do Programa de Controle de Armas do Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira, ao firmar um período anual para a campanha do desarmamento, o Brasil segue um exemplo de sucesso de outros países. "Há avanços no controle de armas no país, mas a campanha é extremamente necessária. O nosso alvo são as cerca de 6 milhões de armas ilegais que ainda existem nas mãos da sociedade civil. Porque sabemos que as 4 milhões de armas (ilegais) nas mãos de bandidos não serão devolvidas", afirmou. O total de armas em circulação no Brasil é de aproximadamente 16 milhões, das quais seis milhões são legais. A Polícia Federal conta com 7,5 milhões de armas cadastradas. 

Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/24/brasil1_0.asp

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dono de hotel é condenado a retirar placas proibindo acesso a praias em PE

Empresário e servidores do IBAMA tentaram ludibriar banhistas e pescadores.


O empresário Homero Lacerda, proprietário do Hotel Intermares, e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA) foram condenados em ação civil pública promovida em 2000 pelo Ministério Público Federal (MPF), por terem afixado, indevidamente, placas de proibição de pesca nas praias de Serrambi e Enseadinha, no município de Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco. A sessão de julgamento aconteceu nesta terça-feira (19) no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).

Por requerimento do MPF, a Polícia Federal investigou denúncias de pescadores de que o Hotel estaria distribuindo irregularmente comunicados nas praias de Serrambi e Enseadinha, localizadas a 80km de Recife (PE), avisando sobre a proibição da pesca naquelas localidades. Por outro lado, a polícia encontrou 3 placas com os seguintes dizeres: “ÁREA SOB PROTEÇÃO DO IBAMA. PROIBIDO PESCAR. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL – APA. Decreto-lei 6.207/6.938”

O MPF constatou que aquela localidade não faz parte de nenhuma área de proteção ambiental. O órgão oficiou o IBAMA que admitiu ter autorizado a colocação das placas, por solicitação do diretor-presidente do hotel, Homero Lacerda. O superintendente do IBAMA à época, José Anchieta dos Santos, afirmou ao MPF, por meio de ofício, que teria ocorrido erro na confecção da placa, mas que aquela área estava sendo preparada para ser incluída na Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais. O MPF verificou que o fato não ocorria.

Nas declarações prestadas pelo presidente da colônia de pescadores Z-12, Josias Clementino de Jesus, os comunicados, sem timbre oficial, foram entregues na praia por pessoas que conduziam veículo sem identificação, com ameaças aos pescadores e apreensão das redes de pesca. Em depoimento, a servidora do IBAMA Maria de Fátima Alves Machado informou que realizou diligência na praia de Serrambi, na lancha do Hotel Intermares, e que lá se hospedou por uma quantia que considerou irrisória. A servidora pública afirmou também que viu funcionários do IBAMA afixando as placas de proibição.

O colegiado da 1ª Turma(Relator Rubens Canuto, Paulo Gadelha e Francisco Barros Dias) determinou, por unanimidade, que o empresário e o IBAMA se abstenham de tentar novamente impedir os pescadores, moradores e frequentadores de usufruírem daquelas áreas, seja para a pesca ou para alguma atividade de lazer, sob pena do pagamento de multa no valor de R$ 10 mil, por cada conduta desrespeitosa àquela comunidade. Os magistrados impuseram, ainda, aos réus a obrigação do custeio da campanha de divulgação na mídia local e da realização de cursos, durante o período de um mês, com a finalidade de dar conhecimento à população da liberação daquelas praias.

AC 493572

Fonte: http://jornal.jurid.com.br/materias/noticias/dono-hotel-condenado-retirar-placas-proibindo-acesso-praias-em-pe

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ex-candidata a deputada estadual Lucineide Brasil, denuncia que foi preterida pelo Partido Progressista PP, (Partido de Roberto Teixeira e Eduardo da Fonte)

"Lucineide Brasil, que se candidatou a deputada estadual pelo PP-PE, denuncia que foi preterida pelo partido, que teria preferido investir em parentes de outros parlamentares ou gestores, ou integrantes de igrejas. Ela teve 700 votos no pleito de outubro."

O vídeo foi veiculado no blog da Folha de Pernambuco do dia 20 de outubro de 2010, ás 18:29 h.

No relato a ex-candidata fala que o Partido abandonou junto com a majoritária do PSB, que não trataram os candidatos isonomicamente, esta discriminação prejudicou o desempenho dos demais candidatos, pois não deu para levar a mensagem ao público de suas plataformas, enquanto alguns tinham carros de som e guia eleitoral os demais restavam migalhas.

Este apoiou que faltou segundo Lucineide Brasil foi uma promessa antes da convenção e logo após não cumpriram o acordado.

A candidata diz que foi uma “traição”, “uma covardia”, o que o PP fez. Com a palavra o Partido Progressista.

Você pode assistir ao vídeo acessando meu orkut ou diretamente o you tube:  http://www.youtube.com/watch?v=QiLtzizbPLI.

Dilma abre 11 pontos de vantagem sobre Serra, diz Ibope


Brasília – Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) aponta ampliação da vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, sobre o candidato do PSDB, José Serra, na disputa do segundo turno.

Dilma aparece com 51% das intenções de voto, 11 pontos à frente se Serra, que tem 40%. Na rodada anterior da pesquisa, a diferença entre os dois candidatos era de seis pontos.

De acordo com o Ibope, votos brancos e nulos somaram 5% e 4% dos eleitores declararam que vão votar nulo.

Considerando apenas os votos válidos, Dilma tem 56%, contra 44% de Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 18 e 20 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 36476/2010. 

Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/598197?task=view

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Livraria da CAAPE atende advogados de todo o Estado

Com a finalidade de colaborar para o desenvolvimento profissional do advogado, a Editora Revista dos Tribunais firmou uma parceria com a CAAPE.

Além de contar com atendimento personalizado e experiência da maior livraria jurídica do País, os associados da CAAPE também podem usufruir de descontos de no mínimo 20% sobre o preço de capa de todo acervo de livros disponíveis, tanto na loja física quanto na livraria virtual.

A livraria funciona na Rua Frei Matias Teves, 280 - Ilha do Leite (Edf. Empresarial Albert Einstein) - Tel.: (81) 3221-4629 / 3423-6434

Para todo o Estado, a compra também pode ser feita no site da Livraria da CAAPE no endereço (www.caape.org.br)

Fonte:http://www.caape.org.br/

Advogados trabalhistas passam a contar com o período de férias

O pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) decidiu hoje, em sessão extraordinária, suspen- der os prazos processuais e determi- nar o fechamento de todas as varas trabalhistas do Estado no período de 07 de janeiro a 14 de janeiro – ou seja, logo após o recesso forense já previsto legalmente tanto na Justiça do Trabalho quanto na Justiça Federal e que acontece, todos os anos, entre os dias 20 de dezembro e 6 de janeiro. Essa medida será implementada através da realização, de uma só vez, de todas as inspeções nas varas trabalhistas de rnambuco.

Mas a decisão do Tribunal, indiretamente, também atende ao objetivo de um requerimento apresentado pela OAB-PE ainda no ano passado e que tinha como propósito garantir um período de férias para os advogados que militam na área trabalhista. Entretanto, na ocasião, o TRT-6 considerou que não havia tempo hábil para que fossem tomadas todas as providências administrativas necessárias ao recesso.

Já em março deste ano, a OAB-PE renovou o requerimento e procurou tratar diretamente com a direção do TRT-6 para garantir o atendimento do pleito da advocacia trabalhista. Na sessão de hoje, é necessário esclarecer, o Tribunal decidiu pela suspensão dos prazos e fechamento das varas como forma de deliberação interna, entendendo por perdido o objeto do requerimento da OAB-PE, uma vez que o período de descanso solicitado já estava alcançado.

Para o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano – que compareceu à sessão do pleno -, independente da forma como as férias foram concedidas, o importante foi que, no final, foi possível atender a uma antiga reivindicação da classe dos advogados trabalhistas. Já o secretário-geral da OAB-PE, Pelópidas Neto, ressaltou que a mudança não trará qualquer prejuízo aos advogados ou jurisdicionados pois, a partir de agora, todas as inspeções nas varas trabalhistas do Estado ocorrerão nesse período de 07 a 14 de janeiro. 

Para o secretário-geral adjunto, Leonardo Coêlho, é importante ressaltar a disponibilidade da diretoria do TRT-6 em encontrar uma solução que pudesse garantir o atendimento do pleito, “inclusive registrando a que a Presidência do Tribunal fez a convocação da OAB-PE para participar da referida sessão (o que se deu através da presença do seu presidente e da diretoria), demonstrando assim o compromisso da gestão para com essa nobre categoria”.

Fonte:http://www.oabpe.org.br/component/content/article/12-outdoor/7217-advogados-trabalhistas-passam-a-contar-com-o-periodo-de-ferias.html

 

Dois candidatos na eleição do Santa

Duas candidaturas oficializadas de formas diferentes. Enquanto Antônio Luiz Neto foi ao Arruda e, discretamente, pela manhã, confirmou a participação no pleito do próximo dia 28, anunciando apenas três nomes de componentes de chapa, a inscrição de Sérgio Murilo, no final da tarde, chamou mais a atenção. Acompanhado de vários tricolores que vestiam uniformes do Santa Cruz e traziam bandeiras do clube e adesivos da campanha, o empresário apresentou o organograma da sua gestão.

Antônio Luiz Neto preferiu não dar nome à chapa, que ficou conhecida como Chapa 1. Sérgio Murilo registrou a candidatura com o nome de Santa Cruz de Corpo e Alma. No discurso dos dois, assuntos bem parecidos. Eles falaram da importância em investir nas categorias de base e também na construção de um centro de treinamento.

A confirmação de Antônio Luiz Neto veio no final da manhã. Após esperar alguns minutos pela chegada de Fernando Bezerra Coelho, ALN foi até o auditório do clube para dar a primeira entrevista com a chapa registrada. Além de FBC, que é candidato à presidência do Conselho Deliberativo, estavam ao seu lado o vice-presidente Joaquim Bezerra e José Augusto de Paula, que concorre como presidente da Comissão Patrimonial. Além do desembargador Bartolomeu Bueno, foram demonstrar apoio o ex-presidente Jonas Alvarenga e Carlinhos da Tupan, representan­do o grupo de empresários que ajuda o Santa Cruz.

Em relação ao comando do futebol não há muita coisa definida. O único nome anunciado até o momento foi o do ex-zagueiro coral Sandro, que será um dos gerentes remunerados do setor, fazendo o elo entre direção, jogadores e comissão técnica. Ele também ajudará no processo sucessório. Haverá também um outro gerente trabalhando ao seu lado, mas que será responsável mais pelas atividades burocráticas. Compondo o departamento estarão mais quatro dirigentes. “Será um colegiado onde o presidente trabalhará ao lado de outros tricolores”, declarou Antônio Luiz Neto.

No final da tarde, o grupo de Sérgio Murilo se reuniu na sede do clube. Os aliados do empresário na eleição iam aumentando à medida que o tempo passava. Apoiando Sérgio Murilo estão alguns ex-dirigentes da gestão Fernando Bezerra Coelho. Nevton Borba, Roberto Freire, Fred Dias e o ex-representante do Santa Cruz na Federação Pernambucana de Futebol Felipe Rego Barros (vice-presidente da chapa) participam da Santa Cruz de Corpo e Alma. “Não conheço nenhuma discussão de propostas de Antônio Luiz Neto, só de nomes e cargos”, afirmou Borba, quando questionado o porquê de se juntar a Ségio Murilo. Tonico Araújo, que pertencia ao conselho empresarial montado por FBC, é um dos aliados do candidato a presidente.

Além de revelar o nome de todos os integrantes do departamento de futebol, que terá como vice-presidente Rosemberg Rafael e os diretores Constantino Júnior, Sílvio Belem, Jomar Rocha e Fred Carvalho, Ségio Murilo disse já existir algumas parcerias apalavradas com o Internacional/RS e Vitória/BA. Quem também prometeu colaborar com o clube foi o ex-atleta coral Rivaldo, que hoje é presidente do Mogi Mirim/SP.

Segundo o empresário, já foi entrado em contato com alguns jogadores e comissão técnica para a próxima temporada. “Me sinto extremamente honrado por ter montado um grupo de homens. Nosso objetivo será reerguer o futebol do Santa Cruz”, comentou Sérgio Murilo.

Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/597823-dois-candidatos-na-eleicao-do-santa

Pesquisa mostra Dilma com 51% das intenções de voto e Serra com 39%


Brasília - A poucos dias do segundo turno das eleições, a candidata do PT à Presidência Dilma Rousseff apresenta vantagem de 12 pontos em relação a seu adversário, o tucano José Serra. Pesquisa Vox Populi/iG divulgada hoje (19) mostra que Dilma tem 51% das intenções de voto e Serra, 39%. Os votos brancos e nulos permaneceram em 6%, e os indecisos passaram de 6% para 4%.

A vantagem é maior do que a da última pesquisa, divulgada nos dias 10 e 11 de outubro. Há uma semana, Dilma tinha 48% e Serra, 40%. Uma diferença de 8 pontos.

A pesquisa mostra ainda que, ao se considerar apenas os votos válidos, a diferença entre os candidatos sobe de 8 para 14 pontos. Dilma tinha 54% e passou para 57%. Serra caiu de 46% para 43%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual.

Na análise das regiões, Dilma Rousseff apresenta melhor desempenho no Nordeste: 65%, contra 28% de Serra. Ela ainda vence no Sudeste, região que concentra os dois maiores colégios eleitorais – São Paulo e Minas Gerais. Na Região, Dilma aparece com 47% das intenções de voto, contra 40% de Serra. O candidato tucano, por sua vez, vence na Região Sul: 50% contra 41% da candidata petista.

Foram ouvidos três mil eleitores entre os dias 15 e 17 de outubro. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral é 36.193/10.
Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/597842-pesquisa-vox-populi-mostra-dilma-com-51-das-intencoes-de-voto-e-serra-com-39-

(SALGUEIRO) - Governador de Pernambuco promete novo estádio ao carcará

Eduardo Campos recebeu a delegação do Carcará no desembarque no aeroporto e garantiu que a equipe vai mandar os seus jogos na Série B em Salgueiro  



Além de torcedores e jornalistas, a delegação do Salgueiro foi recebida por algumas personalidades ilustres. O presidente Carlos Alberto Oliveira chegou empunhando um cheque no valor de R$ 20 mil, como prêmio pela conquista da vaga na Série B do próximo ano. Além dele, estiveram também no aeroporto, George Braga, secretário de esportes de Pernambuco e o governador Eduardo Campos, que prometeu um novo estádio para a cidade.


Só depois da chegada do governador, Carlos Alberto entregou o cheque ao zagueiro Henrique, capitão do time. "E se forem campeões da Série C, têm mais R$ 30 mil", prometeu o dirigente. "Estamos muito felizes com a conquista de vocês e muito orgulhosos por saber das difiuldades que vocês enfrentam no dia a dia", completou o presidente da FPF.


George Braga lembrou que a conquista terá um grande impacto no futebol local e garantiu que a secretaria da qual tem a pasta não medirá esforços para que o Salgueiro possa mandar seus jogos no estádio Cornélio de Barros. "Foi uma conquista muito importante, que deve movimentar a economia do futebol pernambucano. Ajudou a ratificar a força do nosso futebol e o governo do estado, que sempre foi parceiro do esporte, vai intensificar ainda mais essa parceria", justificou.


Eduardo Campos cumprimentou e parabenizou cada um dos integrantes da delegação do Salgueiro, que presenteou o governador com uma camisa do clube, que atendeu aos pedidos dos torcedores e trocou o paletó pelo uniforme do Carcará. "Salgueiro vai ter um estádio. Falei com o prefeito e o governo do estado vai entrar com os recursos para que o time possa receber todas as suas partidas da Série B lá em Salgueiro. Salgueiro vai ganhar um estádio. Eles ganharam dentro de campo e nós vamos fazer nossa parte fora de campo".

 
Fonte:http://www.girodosesportes.com.br/index.php?pagina=esportes&id=24&noti=10400

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

domingo, 17 de outubro de 2010

Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República

São Paulo, 17 de outubro de 2010


Prezada Dilma Roussef,

Prezado José Serra,


Agradeço, inicialmente, a deferência com que ambos me honraram ao manifestar interesse em minha colaboração e a atenção que dispensaram às propostas e ideias contidas na “Agenda para um Brasil Justo e Sustentável” que nós, do Partido Verde, lhes enviamos neste segundo turno das eleições presidenciais de 2010.

Embora seus comentários à Agenda mostrem afinidades importantes com nosso programa, gostaríamos que avançassem em clareza e aprofundamento no que diz respeito aos compromissos. Na verdade, entendemos que somos o veículo para um diálogo de ambos com os eleitores a respeito desses temas. Nesse sentido, mantemo-nos na posição de mediadores, dispostos a continuar colaborando para que esse processo alcance os melhores resultados.

Aos contatos que tivemos e aos documentos que compartilhamos, acrescento esta reflexão, que traz a mesma intenção inicial de minha candidatura: debater o futuro do Brasil.

Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro.

Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos, estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível, mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do que será real e terreno conquistado no futuro.

É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que ouso lhes dirigir estas palavras.

Quando olhamos retrospectivamente a história republicana do Brasil, vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB.

Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas consequências.

Ambos, ao rejeitarem o mosaico indistinto representado pelo guarda chuva do MDB, enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública.

Agora, o mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum.

A permanência dessa dualidade destrutiva é característica de um sistema politico que não percebe a gravidade de seu descolamento da sociedade. E que, imerso no seu atraso, não consegue dialogar com novos temas, novas preocupações, novas soluções, novos desafios, novas demandas, especialmente por participação política.

Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.

Esse pragmatismo, que cada um usa como arma, é também a armadilha em que ambos caem e para a qual levam o país. Arma-se eterno embate das realizações factuais, da guerra de números estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre sustentada em interpretações reducionistas da história.

Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes políticos prontos que pregam a mútua aniquilação.

Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente.

Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país.

Esta etapa eleitoral cria uma oportunidade de inflexão para todos, inclusive ou principalmente para vocês que estão diante da chance de, na Presidência da República, liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil.

Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por análises ligeiras.

Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendo os como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional.

E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual. Sabem que votaram numa proposta fundada na diversidade, com valores capazes de respeitar os diferentes credos, quem crê e quem não crê. E perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem fazer dela uma arma eleitoral.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos. São inspiração para o mundo. Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo.

Assim, ao contrário de leituras reducionistas, o apoio que recebi dos mais diversos setores da sociedade revela uma diferença fundamental entre optar e escolher. Na opção entre duas coisas pré colocadas e excludentes, o cidadão vota “contra” um lado, antes mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa.

A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática política no Brasil. Podemos permanecer no espaço sombrio da disputa do poder pelo poder ou abrir caminho para a política sustentável que será imprescindível para encarar o grande desafio deste século, que é global e nacional.

Não há mais como se esconder, fechar os olhos ou dar respostas tímidas, insuficientes ou isoladas às crises que convergem para a necessidade de adaptar o mundo à realidade inexorável ditada pelas mudanças climáticas. Não estamos apenas diante de fenômenos da natureza.

O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande desafio de mudar. De recriar sua presença no planeta não só por meio de novas tecnologias e medidas operacionais de sobrevivência, mas por um salto civilizatório, de valores.

Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. É necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento, parâmetros de qualidade de vida com critérios mais complexos do que apenas o acesso crescente a bens materiais.

O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos egoísmo. Exige novas formas de explorar os recursos naturais, sem esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação.

É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e natureza.

É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo.

Que para ganhar corpo e escala precisa estar entranhado em coragem e determinação de estadista. Que será apenas discurso contraditório se reduzido a ações fragmentadas logo anuladas por outras insustentáveis, emanadas do mesmo governo. E, finalmente, é esse o Desenvolvimento Sustentável cujos objetivos não se sustentarão se não estiver alicerçado na superação da inaceitável, desumana e antiética desigualdade social. Esta é ainda a marca ais resistente da história brasileira em todos os tempos, em que pesem os inegáveis avanços econômicos dos últimos 16 anos, que nos levaram à estabilidade econômica, e das recentes conquistas sociais que tiraram da linha da pobreza mais de 24 milhões de pessoas e elevaram à classe média cerca de 30 milhões de pessoas.

A sociedade, em sua sábia intuição, está entendendo cada vez mais a dimensão da mudança e o compromisso generoso que ela implica, com o país, com a humanidade e com a vida no Planeta. Os votos que me foram dados podem não refletir essa consciência como formulação conceitual, mas estou certa de que refletem o sentimento de superação de um modelo. E revelam também a convicção de que o grande nó está na política porque é nela que se decide a vida coletiva, se traçam os horizontes, se consolidam valores ou a falta deles.

Essa perspectiva não foi inventada por uma campanha presidencial. Os votos que a consagram estão sendo gestados ao longo dos últimos 30 anos no Brasil, desde que a luta pela reconquista da democracia juntou-se à defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, no campo e na floresta.

Parte importante da nossa população atualizou seus desafios, desejos e perspectivas no século 21. Mas ainda tem que empreender um esforço enorme e muitas vezes desanimador para ser ouvida por um sistema político arcaico, eleitoreiro, baseado em acordos de cúpula, castrador da energia social que é tão vital para o país quanto todas as energias de que precisamos para o nosso desenvolvimento material.

Estou certa de que estamos no momento ao qual se aplica a frase atribuída a Victor Hugo: “Nada é mais forte do que uma idéia cujo tempo chegou”.

O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e coligações comprometerem-se com propostas e programas que possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo para os novos desafios.

Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos.

Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do pais. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante este diálogo. Sei disso pela relação que mantive com ambos ao longo de nossa trajetória política.

De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para criar subsídio para a borracha nativa. Serra dispôs-se a ele mesmo defender em plenário a proposta porque havia o risco de ser rejeitada, caso eu a defendesse.

Com Dilma Roussef, tenho mais de cinco anos de convivência no governo do presidente Lula. E, para além das diferenças que marcaram nossa convivência no governo, essas diferenças não impediram de sua parte uma atitude respeitosa e disposição para a parceria, como aconteceu na elaboração do novo modelo do setor elétrico, na questão do licenciamento ambiental para petróleo e gás e em outras ações conjuntas.

Estou me dirigindo a duas pessoas dignas, com origem no que há de melhor na história política do país, desde a generosidade e desprendimento da luta contra a ditadura na juventude, até a efetividade dos governos de que participaram e participam para levar o país a avanços importantes nas duas últimas décadas.

Por isso me atrevo, seja quem for a assumir a Presidência da República, a chamá-los a liderar o país para além de suas razões pessoais e projetos partidários, trocando o embate por um debate fraterno em nome do Brasil. Sem esconder as divergências, vocês podem transformá-las no conteúdo do diálogo, ao compartilhar idéias e propostas, instaurando na prática uma nova cultura política.

Peço-lhes que reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar.

Espero que retenham de minha participação na campanha a importância do engajamento dos jovens, adolescentes e crianças, que lhes ofereçam espaço de crescimento e participação. Que acreditem na capacidade dos cidadãos e cidadãs em desejar o novo e mostrar essa vontade por meio do seu voto. Que reconheçam na sociedade brasileira uma sociedade adulta, o que pressupõe que cada eleitor escolha o melhor para si e para o país e o expresse, de forma madura, livre e responsável, sem que seu voto seja considerado propriedade de partidos ou de políticos. Pois, como repeti inúmeras vezes no primeiro turno, o voto não era meu, nem da Dilma, nem do Serra. O voto é e sempre será do eleitor e de sua inalienável liberdade democrática.

Esta é minha contribuição, ao lado das diretrizes de programa de governo que são um retrato do amadurecimento de quase 30 anos de construção do socioambientalistmo no Brasil. Espero que a acolham como ela é dada, com sinceridade. A utopia, mais que sinal de ingenuidade, é mostra de maturidade de um povo cujo olhar eleva-se acima do chão imediato e anseia por líderes capazes de fazer o mesmo.

Que Deus continue guiando nossos caminhos e abençoando nossa rica e generosa nação.

Marina Silva

Fonte:http://www2.pv.org.br/noticia.kmf?noticia=10821424&canal=252

Marina e maioria do PV mantêm indepedência no 2º turno

Os militantes do PV poderão se manifestar individualmente, se assim o desejarem, a favor de um ou outro candidato, mas não poderão falar em nome do partido ou usar símbolos partidários.

Equipe Marina Silva

Por 88 votos a 4, a Plenária Nacional do Partido Verde decidiu que a legenda não prestará apoio a nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial.

A defesa da independência foi feita por dirigentes partidários, como José Luiz Penna e Alfredo Sirkis, respectivamente, presidente e vice-presidente do PV, pela senadora Marina Silva e por Guilherme Leal, que compuseram a chapa verde à Presidência da República.

Fernando Gabeira, que falou como representante dos candidatos aos governos estaduais, destacou a importância de que Marina e o partido caminhem juntos nesta etapa da disputa eleitoral.

Gabeira e Sirkis ressaltaram que os militantes do PV poderão se manifestar individualmente, se assim o desejarem, a favor de um ou outro candidato, mas não poderão falar em nome do partido ou usar símbolos partidários quando declararem seu voto.

Ao final da Plenária Nacional do PV, a senadora Marina Silva, ex-candidata do partido à Presidência da República, leu carta aberta destinada aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para apresentar seus argumentos em defesa de um posicionamento independente no segundo turno da eleição presidencial.

“Quero afirmar que o fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade em relação aos rumos da campanha. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas, é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro”, afirmou Marina.

No documento, a senadora chamou a atenção para a história republicana do Brasil: “Vemos que ela é marcada pelo signo da dualidade, expressa sempre pela redução da disputa política ao confronto de duas forças determinadas a tornar hegemônico e excludente o poder de Estado. Republicanos X monarquistas, UDN X PSD, MDB X Arena e, agora, PT X PSDB”.


“Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas conseqüências”, afirmou a ex-presidenciável.

Marina relembrou que ambas as legendas, ao rejeitarem o modelo de federação de oposições ao regime militar que era o MDB, “enriqueceram o universo político brasileiro criando alternativas democráticas fortes e referendadas por belas histórias pessoais e coletivas de lutas políticas e de ética pública”.

“Agora, o mergulho desses partidos (PT e PSDB) no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum”.

A senadora fez questão de ressaltar o conservadorismo de legendas que surgiram com objetivo transformador. “Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites.”


Ao analisar o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, Marina diz que as urnas trouxeram “uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente”.

“Se soubermos aproveitá-la com humildade e sabedoria, a realização do segundo turno, tendo havido um terceiro concorrente com quase 20 milhões de votos, pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso país”, disse.

Sobre a oportunidade criada pelo segundo turno, a senadora diz a Dilma e Serra que lhes foi dada a chance de “liderar o verdadeiro nascimento republicano do Brasil”.

A respeito do apoio dos eleitores evangélicos, Marina afirmou que não usou sua vinculação à fé cristã evangélica como “arma eleitoral”.

Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos, lembrou. “São inspiração para o mundo.”

Por fim, Marina apela a Dilma e Serra que “reconheçam o dano que a política atrasada impõe ao país e o risco que traz de retrocessos ainda maiores. Principalmente para os avanços econômicos e sociais, que a sociedade brasileira, com justa razão, aprendeu a valorizar e preservar”.


Fonte:http://www2.pv.org.br/noticia.kmf?noticia=10821424&canal=252