

Hoje (sexta-feira) 15 de fevereiro, uma multidão de funcionários descontente com atual situação, ou seja, a noite não podem levar o pão para seus filhos, participaram de uma manifestação, pelas ruas do centro do Recife.

O Governo Federal já privatizou tantas coisas importantes no Brasil, já fez tantas concessões, exemplo: telefonia, etc. Porque monopolizar o Jogo do Bicho? Se a Loteria Federal é um jogo do bicho. É preciso realmente trabalhar com seriedade, oficializar o Jogo do Bicho é questão de coerência, dignidade Humana, será que o Governo Federal ou Estadual vai empregar esta massa desamparada? Se há problemas que sejam corrigidos, afinal o Cartão Corporativo existe, não vai acabar com todas as implicações legais e fraudulentas aplicadas por quem tem a posse. Só o trabalhador é quem paga? Que vergonha.

O jogo do bicho é semelhante a uma loteria federal, mas com algumas diferenças. A primeira é que o jogador pode apostar qualquer valor sem depender de bilhete lotérico algum, condição essa que muitas vezes é bem acima de suas possibilidades e a segunda permite o jogador manter o número apostado o que é diferente de escolher. Com essa flexibilidade de apostas, o jogador é livre para escolher pelo menor valor possível o seu número da sorte nas 10.000 chances disponíveis de cada sorteio. Além dessa facilidade, pode ainda o apostador fracionar suas apostas ou concorrer a prêmios menores ainda, apenas apostando nas centenas, nas dezenas e até nos grupos de quatro números que deram origem aos bichos.

História
No Brasil a origem desse Jogo do Bicho remonta ao fim do Império e início do período republicano. Jornais da época contam que para melhorar as finanças do jardim zoológico, localizado no bairro da Vila Isabel, em dificuldades financeiras, no Rio de Janeiro, o senhor de terras e escravos João Batista Viana Drummond, criou uma loteria em que o apostador escolhia um entre os 25 bichos do zoológico.
Os bichos eram representados individualmente pela seqüência numérica de quatro unidades, compreendidas de 00 e 99 nos dois dígitos finais, haveriam 25 bichos que respeitada a sua ordem alfabética eram distribuídos em progressão aritmética múltiplas de quatro de 00 a 99. Ao final do dia, os organizadores do jogo revelavam o nome do bicho vencedor e afixavam o resultado num poste o que até os dias de hoje continua sendo feito.
O Jogo do Bicho por permitir apostas de simples moedas a tostões furados, numa época em que a recessão tomava conta do Brasil, essa modalidade de jogo rapidamente se alastrou pelo país e tornou-se para o pobre algo comparável à bolsa de valores para os mais abastados.
Desse modo, quase sempre "investindo" com poucas moedas, o apostador nunca deixava de "aplicar" na sua "bolsa de valores", talvez a maior a céu aberto do mundo, e que deu origem à expressão: "só quem ganha é quem joga".
A organização do Jogo de Bicho preserva uma hierarquia como a de atores, teatro e platéia (banqueiros, gerentes e apostadores). Nessa hierarquia, é chamado "banqueiro" quem banca a totalidade do jogo e quem paga a banca. É chamado "gerente de banca" ou do ponto, quem repassa as apostas ao banqueiro e o prêmio ao vendedor. O vendedor é agregado ao gerente de banca e quem escreve e quem intermedia pagamento entre o apostador e o gerente. A banca e o ponto não necessitam de um lugar fixo para operar e seus funcionários são freqüentemente encontrados nas ruas sentados em cadeiras ou caixas de frutas.
O Jogo do Bicho tem algumas regras que estipulam limites nas apostas e nas descargas de alguns números muito apostados, como o número do túmulo de Getúlio Vargas ou número do cavalo no dia de São Jorge são alguns deles. Para alguns organizadores os números muito jogados são cotados afim de evitar a "quebra da banca" tanto por parte das bancas de apostas como durante a apuração no sorteio.
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